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Aspehdera
Adriano Ficarelli, jr, cresceu em São Paulo, SP, Brasil, em um ambiente rodeado de artistas na família, como seu avô pintor e decorador Bernardino Ficarelli (embrião do grupo Santa Helena, 1933, São Paulo, SP, Brazil), seu tio avô pintor Ernesto Frioli.
Foram importantes também a influência que teve da música de vanguarda do primo de seu pai, o mundialmente consagrado compositor Mario Ficarelli (que ocupa a cadeira 11 da Academia Brasileira de Música), e das esculturas de cerâmica de sua tia Lídia Ficarelli e dos quadros e desenhos de seu pai Adriano Ficarelli e tios Túlio e Ségio Ficarelli. Contemporaneamente dos primos Marcos Ficarelli (pioneiro do Rock no Brasil, Top Sounds, Loupha, B12, Codigo 90 e Watt 69 e produtor musical) e Lia Ficarelli, arquiteta, escultora e pintora.
Já na infância, ouvindo operas, sinfonias, rock, Babe com a Gal no rádio, no laboratório fotográfico de seu pai, folheando milhares de livros raros herdados de seu avô e também, aquecido pelo forno de cerâmica e porcelana onde sua mãe Etta Nunn queimava os delicadas paisagens e flores, Adriano já sentia as dimensões para onde a linguagem da arte nos transporta.
Com um piano e um violão com o corpo rachado, aos 14 anos (1968/69) , "roubava" o gravador de rolo de 7 polegadas, dois canais, de seu pai e fazia os primeiros experimentos de sons livres e mixagens, baseados na sua leve formação musical técnica clássica e instintiva, e também nos conhecimentos técnicos eletrônicos adquiridos de seu amigo e vizinho Alexandre Dantas do Amaral, finalista do I Festival Nacional do Choro, Bandeirantes Discos/WEA/Warner, 1977.
| Paralelamente, com seu amigo Gerson Tatini (grupo Motto Perpétuo 1971/1974), amigo de escola, hoje músico e engenheiro de som e colecionador de contra baixos, aprendeu a mandar rosas para a namorada e a tornar um passeio a pé numa experiênca surrealisata, desenvolveu uma linguagem particular de redação, poesia e desenho, o que determinou um caminho intelectual sem volta. |  |
Ao mudar para a baia de São Vicente, SP, Brasil em 1970, frente ao mar, novos amigos, inicia um caminho intelectual e espiritual solitário. Desenvolve sua formação técnica em eletrônica e estuda arquitetura. Como auto-didata desenvolve a técnica da harmonia, da poesia, do desenho e da fotografia, apoiado por seu amigo e parceiro na poesia e na música, o arquiteto Milton Póvoas (Miltinho) com quem fez alguns curtas metragens, e seus "mentores", o arquiteto e ambientalista Décio de Mello Freire e a escritora Silvia Negreiros Freire.
Profissionalmente, no início dos anos 80, sustentado pelo constante contato com a eletrônica, opta pela então inédita tecnologia dos micro computadores, cresce em uma carreira de 25 anos de suporte técnico em duas fábricas de computadores e uma de software. Para Adriano, a variedade de situações e o contato com milhares de pessoas alimenta a criatividade e o espírito.
| Também neste período, faminto, se saceia da mais eclética base musical da música brasileira, com destaque a Nelson Ângelo e Tavinho Moura, do jazz, da música erudita de vanguarda, destacando Berio, Phillips Glass e Lou Harrinson, do clássico, rock, música japonesa e subtamente da fusão editadas pelas gravadoras ECM e EG Records, sobressaindo Terje Ripdal, Eberhard Weber, Jon Christensen e, Brian Eno, Harold Budd e Daniel Lanois respectivamente, e também as edições da 4AD. |  |
Depois de sempre ter considerado sua arte como uma expressão natural como a fala ou o gesto, o acesso aos instrumentos musicais eletrônicos e gravadores multi-canais, inspira Adriano por volta de 1986 a retomar o registro de suas criações, ou como ele chama, a concretização de idéias natas.
Entre 1989 e 1991 monta seu primeiro home estudio em São Vicente e esboça em duas fitas cassetes suas primeiras idéias, com a ajuda de José Perides e do músico Dennis Walsh (maestro) nas composições e Marcelo Mariano na instrumentação (estes dois últimos do grupo Moinho dos Ventos).
Entre 1992 e 2000, com novo estudio controlado por computador, encorajado pelas discuções e pelas dicas de seu primo Marcos, pelas discuções filosóficas com Dennis, do designer Marcelo e da arquiteta Raquel Tourinho, Adriano produz e regrava inúmeras peças, onde expõe sua filosofia, funde a harmonia e poesia. O resultado foi surpreendente e parte se mantém esposto em ADRStudio.com desde 1999.
Desde 2001 com seu estudio em West Palm Beach, Florida, é um consultor e desenvolvedor para internet e ajuda seu amigo e escultor Fernandez a divulgar o seu trabalho.
Adriano mantém ADRStudio.com e continua suas pesquisas e criações, e agora está entrando no universo do filme digital e, diz que seu trabalho tem vida própria e que a cada olhar se vê detalhes inéditos.
"Uma bola, perdida no oceano, indica abstrações por lá".
Aprecie.
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